Madeleine (Vila Madalena)

A rua Aspicuelta é famosa na Vila Madalena: concentra bares, empórios, lojas e restaurantes diversos, para públicos, paladares e ouvidos de todos os estilos.

Caminhando à noite na parte da rua que desce (se você estiver vindo da Fradique Coutinho) ou na parte que sobe (se vier da Medeiros de Albuquerque), ao se aproximar do número 201 você ouvirá timbres diversos: palhetas, contrabaixo, saxofone, pratos de uma bateria, talvez as teclas de um piano. Uns passos a mais e você se sentirá tão envolvido por aquele som e pelo local de onde ele vem que será impossível recusar a proposta para que a sua noite comece ali, no Madeleine.

 

Madeleine fachada tarde

 

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Cervejaria Nacional (Pinheiros)

Dizem que devemos experimentar de tudo na vida, desde que dê prazer, não seja caro e que não doa muito. E se valer a pena, a experiência deve ser aproveitada sem pressa e com sentidos aflorados, buscando aproveitar melhor cada momento.

 

Talvez não tenha sido com essa frescura toda – mas provavelmente foi com essa perversa intenção – que o pessoal da Cervejaria Nacional criou o “Sampler”, uma tábua de aparência inocente, com 5 copos com os 5 tipos de cerveja fabricados pela casa – cruel invenção feita para que o visitante possa provar um pouco de tudo antes de escolher o seu, ou, o que é sempre mais provável, os seus preferidos. Mas falaremos dele daqui a pouco.

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Joinha (Tatuapé)

Nada é tão divertido quanto buscar o inesperado. Quer dizer, a gente não busca, mas dá chances para que ele apareça quando saímos por aí observando o mundo, sem grandes pretensões, procurando apenas por um dia diferente, sem planos, buscando surpresas.

Foi assim que nos deparamos com o Joinha, o mais inesperado e surpreendente botequim onde aportamos nos últimos tempos.

Placa 1   Continue reading “Joinha (Tatuapé)” »

Finnegan’s Pub (Pinheiros)

Sempre nutri uma imensa simpatia pelos irlandeses. Um povo cuja população é metade da de São Paulo, que vive numa ilha linda gelada e chuvosa e que adora curtir a vida cantando, tocando, dançando, tomando cerveja e provocando os ingleses merece respeito.
E Mais. O país de nomes como James Joyce, Bram Stocker, Cranberries, Daniel Day Lewis, Bernard Shaw, Samuel Beckett, Bob Geldof, Oscar Wilde e, claro, o U2, merece quase uma devoção.
Finn 2

Bar da Praia (Jaguariúna)

Curioso é procurar um restaurante com nome de ambiente à beira-mar em pleno interior de São Paulo: estamos falando do Bar da Praia, que fica na cidade de Jaguariúna, a 130 km de São Paulo e onde mar, mesmo, não chega nem perto.

 

BDP 05

 

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Bodegaia (Santos)

Santos, sempre Santos. Graças à praia nem todo mundo é gordo, porque se dependesse dos botecos, dos restaurantes e dos quiosques, a ilha afundava.

Quem conhece bem a cidade, os lanches dos quiosques, as paellas de alguns restaurantes e as porções da maioria dos bares, sabe do que estamos falando. E o Bodegaia talvez seja a mostra mais generosa disso.

 

Bodegaia 06

 

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Bar da Cachoeira (Joaquim Egídio)

Alguns lugarzinhos ficam tão escondidos que dão a impressão de que não querem mesmo ser encontrados. Alguns deles, no entanto, reservam surpresas tão agradáveis que fazem com que cada um que vença o desafio chegue até lá não queira ir embora.

O Bar da Cachoeira fica numa estrada de terra escondida no final de Joaquim Egídio, que, por si só, é uma vila escondida perto de Campinas. E o bar é a grande recompensa para quem conseguir resistir à tentação de ficar pela vila mesmo, em qualquer um dos deliciosos botecos que existem por ali.

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Barnaldo Lucrécia (Paraíso)

O comercial de TV pergunta o que me faz feliz. Penso em amor e boa música e vou com os Titãs: quero comida, diversão e arte. O fato é que há quase 20 anos um lugar diferente foi incrustado bem no meio do Paraíso, e vejam a sutileza do trocadilho: conta-se que ao final do dia, seu criador postou-se a certa distância para admirar a obra, e viu que aquilo era muito bom! Tão bom que “pegou”, se expandiu e vem encantando gerações, algo quase hereditário; uma celebração em que as pessoas desconhecidas das mesas ao lado em pouco tempo parecem ser tão familiares.

 

Fachada 01

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Jardim Cultural (Taubaté)

“Pois eu tenho uma ideia muito boa, disse Emília: Fazer o livro comestível. Em vez de impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei os livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. (…) O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas; lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado.” (do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato)

 

Praça dia 1

 

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Empanadas (Vila Madalena)

Falemos de um clássico. Tá bom, tá bom… o Empanadas não é mais um lugarzinho propriamente dito. Mas ele é um dos grandes exemplos de um lugarzinho que virou um lugarzão, mas manteve todas as suas características de…lugarzinho.

O Empanadas nasceu “Martin Fierro” em 1980, da improvável sociedade entre um argentino, o Hugo, e um chileno, o Reinaldo. Coisas da Vila. O bar era um pequeno salão, com um balcão e algumas mesinhas de lata.
Este salão, que é hoje apenas uma parte do bar, continua lá e, exceto pelas mesas que agora são de madeira, ele é exatamente como era, com seus posters de filmes, o ônibus pintado a mão pelo Chocante e as fotos de novos e antigos freqüentadores.

Empanadas 1