Don Pancho (Vila Mariana)

“Yo, Pancho Villa, fui un hombre leal que el destino trajo al mundo para luchar por el bien de los pobres y que nunca traicionaré ni olvidaré mi deber”.

Este era Pancho Villa, revolucionário mexicano tão justamente homenageado por um agradável botequim da Vila Mariana que apresenta a cultura gastronômica do México em um lugar tranquilo e feliz, onde se come “muy bién y sín ostentación”.

 

Pancho 2

 

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Empanadas (Vila Madalena)

Falemos de um clássico. Tá bom, tá bom… o Empanadas não é mais um lugarzinho propriamente dito. Mas ele é um dos grandes exemplos de um lugarzinho que virou um lugarzão, mas manteve todas as suas características de…lugarzinho.

O Empanadas nasceu “Martin Fierro” em 1980, da improvável sociedade entre um argentino, o Hugo, e um chileno, o Reinaldo. Coisas da Vila. O bar era um pequeno salão, com um balcão e algumas mesinhas de lata.
Este salão, que é hoje apenas uma parte do bar, continua lá e, exceto pelas mesas que agora são de madeira, ele é exatamente como era, com seus posters de filmes, o ônibus pintado a mão pelo Chocante e as fotos de novos e antigos freqüentadores.

Empanadas 1

Bar do Toninho (Santos)

De vez em quando dá saudade de Santos. E quando tento matá-la, as primeiras coisas que me vêm à cabeça são a praia, claro, o calor, que só agora voltou para Sampa e, curiosamente, o Bar do Toninho. 

E normalmente vem tudo junto, pois uma das coisas que mais gostava de fazer quando morávamos lá era ir à praia e ficar nela até a hora que a fome deixasse e depois parar para comer no Toninho. Então…

“Ainda bem que eu trouxe até meu guarda-sol. Tenho toda a tarde, tenho a vida inteira…” A música não sai da cabeça. Como não tenho pressa e a fome ainda não é tanta, dá tempo de passar em casa para tomar um banho e aí sim, ir para o bar pronto para passar algumas horas ali, já relaxado, de bermuda e chinelo, tomando cerveja, devorando bolinhos e pastéis, vendo o tranqüilo agito do bairro do Embaré e encontrando os conhecidos que passam o tempo todo para lá e para cá.

 

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Madre Guadalupe (Aclimação)

* ESTABELECIMENTO FECHADO *

Os criadores do restaurante Madre Guadalupe tiveram fé que o nome da padroeira do México e da América Latina traria sucesso ao negócio. A decisão deu resultado: inaugurada na praia de Juqueí, em São Sebastião, no final de 2005, a casa começou a apimentar os paladares paulistanos com a abertura da nova unidade no bairro da Aclimação em 2012, atraindo executivos, estudantes, solitários de plantão e famílias inteiras ao deleite do rico cardápio mexicano nascido à beira-mar.

 

Salão 03

 

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Sancho Bar y Tapas (Consolação)

O aviso está na parede: “Abrimos cuando llegamos, cerramos cuando nos vamos y si vienes y no estamos, es que no coincidimos”. É com essa simpatia e despreocupação que o Sancho Bar y Tapas deixa bem claro seu objetivo: ser um bar com todas as características e delícias dos botecos espanhóis sem deixar de lado a congregação e a efervescência que só São Paulo oferece – especialmente na região onde fica o bar.

Com isso a casa já se destaca de todos os demais bares de tapas que invadiram recentemente a cidade, mas que transformam em modismo e presunção algo que deveria ter o mesmo espírito despojado e descontraído apresentado pelo descomplicado e comilão Sancho Pança, companheiro de Dom Quixote.

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Amigo Gianotti (Bela Vista)

Um provérbio italiano afirma que “felicidade é: pão, amor e vinho”. Deve ser verdade. Para os italianos, principalmente, pois não há como negar que se trata de um povo simpático, festeiro e que gosta muito de comida.

Exemplo maior disso tudo é o senhor Antonio Gianotti, imigrante da “Velha Bota” que há mais de 40 anos resolveu montar no Bexiga um boteco com jeito de cantina, onde pudesse atender e conversar pessoalmente com a freguesia enquanto a empanturrava de cerveja gelada e boa comida. O nome do bar não poderia ser mais apropriado: Amigo Gianotti.

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Daniela Escobar

Oi pessoal do Lugarzinho,

Moro no Rio e sempre que vou a São Paulo fico na região da Vila Nova Conceição. Gosto muito do restaurante Josephine, ali perto, que além de uma comida deliciosa tem um ambiente muito agradável e aconchegante, e do Capim Santo, um restaurante bem brasileiro, nos Jardins.

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Guadalupe (Santos)

Todo ano, na primeira semana de novembro, eu quero estar no México. Na maioria das outras também, mas esta é especial, por causa do “Dia de los Muertos”. Em qualquer lugar do mundo, esta é uma data especial para homenagearmos os entes queridos que se foram. No México também. A diferença é que lá eles fazem isso com uma festança daquelas!


Guadalupe 2
A data envolve uma mistura de tradições astecas e maias com ritos católicos e celebra uma espécie de comunhão com os mortos.Os festejos começam um dia antes e terminam um dia depois! Os cemitérios são enfeitados com velas e as pessoas sentam-se entre as lápides e “comem com os mortos”. Não faltam pratos típicos, o tradicional “pan de muerto”, as caveiras de chocolate, muita música e, claro, muito tequila. Tudo dando forma à idéia de que devemos “comer, beber e gozar a vida, porque a morte é certa”.

Frangó (Freguesia do Ó)

– Aquilo que é coxinha! – disse o Renato, tentando convencer o resto da turma, já devidamente instalada em um boteco do outro lado da cidade, a fechar a conta, levantar da mesa, entrar no carro e despencar até a Freguesia do Ó.

– Mas nós acabamos de chegar! E dá mais de 10 quilômetros até chegar lá…

– Vocês não entendem porque vocês não conhecem. Cada coxinha vale pelo menos 1 quilômetro… e a pé!

– Senta aí! Semana que vem nós vamos. Já deixamos combinado aqui. No dia de sempre, na hora de sempre, só que lá no tal do Frangão.

– É Frangó, com o ó da Freguesia!

– Tá bom, no Frangóóó.

 

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Casa Godinho (Centro)

O paulistano é um sujeito muito mal acostumado. Ele estuda nas melhores universidades, veste roupas das melhores grifes européias, anda de carro importado e, principalmente, come pratos elaborados pelos mais cultuados chefs de cozinha do país.

E quando o assunto se refere aos queijos, pastas, vinhos, cervejas e petiscos que abastecem sua geladeira e despensa, o nível de exigência passa dos limites. Para sobreviver nesse ramo de comércio é preciso ser bom, muito bom. Para ser referência no assunto durante mais de 120 anos é preciso mais que isso. É preciso ser excelente.
Godinho 1