Barnaldo Lucrécia (Paraíso)

O comercial de TV pergunta o que me faz feliz. Penso em amor e boa música e vou com os Titãs: quero comida, diversão e arte. O fato é que há quase 20 anos um lugar diferente foi incrustado bem no meio do Paraíso, e vejam a sutileza do trocadilho: conta-se que ao final do dia, seu criador postou-se a certa distância para admirar a obra, e viu que aquilo era muito bom! Tão bom que “pegou”, se expandiu e vem encantando gerações, algo quase hereditário; uma celebração em que as pessoas desconhecidas das mesas ao lado em pouco tempo parecem ser tão familiares.

 

Fachada 01

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Jardim Cultural (Taubaté)

“Pois eu tenho uma ideia muito boa, disse Emília: Fazer o livro comestível. Em vez de impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei os livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. (…) O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas; lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado.” (do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato)

 

Praça dia 1

 

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Dublin (Vila Olímpia)

Os dublinenses é que são felizes. Se, há um século atrás, o escritor James Joyce já se questionava se seria possível atravessar a capital irlandesa sem passar em frente a um pub, imagine hoje! E imagine então em março, com o dia de St. Patrick, o padroeiro da Irlanda!

 

Dublin 07

 

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Veríssimo (Brooklin)

Pouca gente no mundo entende tanto de literatura quanto de comida, de jazz e de lugarzinhos especiais quanto o escritor Luís Fernando Veríssimo. Provavelmente ninguém. Nada mais justo, portanto, que ele seja tema dessa primeira matéria “casada” do Lugarzinho com o Cafeína Literária, estimulante blog da Cristine Tellier, que não por acaso assina o texto sobre “As Comédias da Vida Privada” e deixa sua leitura mais completa, divertida e saborosa.

 

 

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Cafezal em Flor (Cambuí)

Um casarão rústico iluminado apenas por velas. Uma garrafa de vinho tinto na temperatura exata. Uma fumegante panela de fondue. Uma banda tocando MPB ao fundo. Ninguém sai imune do Cafezal em Flor.

 

 

A idéia sempre foi essa. Fundado em 1995 por Eliseu Queiroz, o bar/restaurante foi inspirado em uma antiga casa de fazenda onde passou sua infância, buscando trazer para a região mais agitada da cidade um pouco do espírito da roça – incluindo aí as modas de viola que então ouvia por lá.

 

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Madre Guadalupe (Aclimação)

* ESTABELECIMENTO FECHADO *

Os criadores do restaurante Madre Guadalupe tiveram fé que o nome da padroeira do México e da América Latina traria sucesso ao negócio. A decisão deu resultado: inaugurada na praia de Juqueí, em São Sebastião, no final de 2005, a casa começou a apimentar os paladares paulistanos com a abertura da nova unidade no bairro da Aclimação em 2012, atraindo executivos, estudantes, solitários de plantão e famílias inteiras ao deleite do rico cardápio mexicano nascido à beira-mar.

 

Salão 03

 

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Tubaína (Consolação)

Se lembra da fogueira? Se lembra dos balões? Se lembra dos luares dos sertões? A roupa no varal, feriado nacional, e as estrelas salpicadas nas canções… Se lembra quando toda modinha falava de amor? Então é provável que você se lembre também das bebidas da sua infância e de quanto era gostoso juntar alguns trocados para ir até algum botequim qualquer e tomar aquele refrigerante bem simples, barato e, de certa forma tradicional e inesquecível.

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Deck (Santa Branca)

Uma coisa bacana de viajar pelo interior do estado é que a gente descobre lugarzinhos que só podem existir em determinadas cidades, cada qual com um estilo bem característico, aproveitando o que as regiões oferecem de melhor.

Um desses lugares é o Deck, que já foi conhecido como Deck Beira-Rio, e que fica em Santa Branca, num cenário inacreditável à margem do rio Paraíba do Sul, que passa por ali intensamente verde, limpo e repleto de peixes.

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London 335 (Bela Vista)

Cena 1: o publicitário Renato está jogando pinball em uma máquina com imagens do filme “Indiana Jones”. Ele ganha algumas bolas extras e passa um bom tempo ali, até que se cansa e para. Ele puxa a alavanca do refrigerador GE, pega lá de dentro uma cerveja e vai sentar com os amigos de faculdade num canto da pequena sala.

Cena 2: a designer Stela anda entre as estantes observando os brinquedos. Ela mexe com o robô Arthur, testa o Gênius  e examina o boneco Topo Gigio, pensando no quarto do bebê. Ela pega então um cubo mágico e vai se sentar numa poltrona de vinil vermelho com pés palito, perto do marido e do resto da turma.

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Paribar / Bazar de Discos (Centro)

Parte 1: O Paribar

“Meio dos anos 50. Um clima meio cool, as notas sustenidas do piano de Dick Farney pairavam no ar e sublinhavam a cálida noite paulistana. Encravado num prédio da praça Dom José Gaspar, com um recuo providencial de 4 a 5 metros e uma extensão de uns 25, estava o Paribar, feito de encomenda para os boêmios que gostavam de ficar flanando ao ar livre, mas, ao mesmo tempo, protegidos da chuva, trovoadas e demais intempéries da trepidante Paulicéia”.
É assim que o saudoso Marcos Rey, assíduo freqüentador, descreveu parte do que significava o Paribar, ícone não de uma, mas de muitas gerações. O bar foi símbolo do que era o centro de São Paulo: o que havia de melhor e mais sofisticado no país.
Paribar 2