Joinha (Tatuapé)

Nada é tão divertido quanto buscar o inesperado. Quer dizer, a gente não busca, mas dá chances para que ele apareça quando saímos por aí observando o mundo, sem grandes pretensões, procurando apenas por um dia diferente, sem planos, buscando surpresas.

Foi assim que nos deparamos com o Joinha, o mais inesperado e surpreendente botequim onde aportamos nos últimos tempos.

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Barnaldo Lucrécia (Paraíso)

O comercial de TV pergunta o que me faz feliz. Penso em amor e boa música e vou com os Titãs: quero comida, diversão e arte. O fato é que há quase 20 anos um lugar diferente foi incrustado bem no meio do Paraíso, e vejam a sutileza do trocadilho: conta-se que ao final do dia, seu criador postou-se a certa distância para admirar a obra, e viu que aquilo era muito bom! Tão bom que “pegou”, se expandiu e vem encantando gerações, algo quase hereditário; uma celebração em que as pessoas desconhecidas das mesas ao lado em pouco tempo parecem ser tão familiares.

 

Fachada 01

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Empanadas (Vila Madalena)

Falemos de um clássico. Tá bom, tá bom… o Empanadas não é mais um lugarzinho propriamente dito. Mas ele é um dos grandes exemplos de um lugarzinho que virou um lugarzão, mas manteve todas as suas características de…lugarzinho.

O Empanadas nasceu “Martin Fierro” em 1980, da improvável sociedade entre um argentino, o Hugo, e um chileno, o Reinaldo. Coisas da Vila. O bar era um pequeno salão, com um balcão e algumas mesinhas de lata.
Este salão, que é hoje apenas uma parte do bar, continua lá e, exceto pelas mesas que agora são de madeira, ele é exatamente como era, com seus posters de filmes, o ônibus pintado a mão pelo Chocante e as fotos de novos e antigos freqüentadores.

Empanadas 1

Bar do Toninho (Santos)

De vez em quando dá saudade de Santos. E quando tento matá-la, as primeiras coisas que me vêm à cabeça são a praia, claro, o calor, que só agora voltou para Sampa e, curiosamente, o Bar do Toninho. 

E normalmente vem tudo junto, pois uma das coisas que mais gostava de fazer quando morávamos lá era ir à praia e ficar nela até a hora que a fome deixasse e depois parar para comer no Toninho. Então…

“Ainda bem que eu trouxe até meu guarda-sol. Tenho toda a tarde, tenho a vida inteira…” A música não sai da cabeça. Como não tenho pressa e a fome ainda não é tanta, dá tempo de passar em casa para tomar um banho e aí sim, ir para o bar pronto para passar algumas horas ali, já relaxado, de bermuda e chinelo, tomando cerveja, devorando bolinhos e pastéis, vendo o tranqüilo agito do bairro do Embaré e encontrando os conhecidos que passam o tempo todo para lá e para cá.

 

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Recanto das Tartarugas (Guarujá)

A única coisa chata de morar em São Paulo é essa saudade danada do mar. O resto a gente aguenta e mesmo com toda correria, toda fobia e toda “pirataria”, a gente vai levando.

Mas a saudade do mar é que mata. Por isso, de vez em quando e sempre que possível, é preciso descer a serra, dar um mergulho numa praia qualquer e depois ficar horas olhando para o mar, vendo o sol refletido nas águas e assistir pacientemente as ondas se quebrarem na praia. É uma questão de recarregar as energias. Terapêutico, sei lá.

 

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Mocotó (Vila Medeiros)

– O que você fez ontem?

– Fui ao Mocotó.

Pronto. Tudo o que é preciso informar sobre seu dia já está incluído nesta única frase. E todo o restante já pode ser subentendido.

 

Mocotó 07 - mocotó

 

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Amigo Gianotti (Bela Vista)

Um provérbio italiano afirma que “felicidade é: pão, amor e vinho”. Deve ser verdade. Para os italianos, principalmente, pois não há como negar que se trata de um povo simpático, festeiro e que gosta muito de comida.

Exemplo maior disso tudo é o senhor Antonio Gianotti, imigrante da “Velha Bota” que há mais de 40 anos resolveu montar no Bexiga um boteco com jeito de cantina, onde pudesse atender e conversar pessoalmente com a freguesia enquanto a empanturrava de cerveja gelada e boa comida. O nome do bar não poderia ser mais apropriado: Amigo Gianotti.

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A Juriti (Cambuci)

O Antônio Prata, que é craque tanto no jornalismo quanto na botecologia, diz que é uma coisa “meio intelectual, meio de esquerda” esse negócio de gostar de botecos “meio ruins”. E que os “meio intelectuais, meio de esquerda” só gostam destes botecos até eles saírem na revista, ficarem conhecidos e virarem cult.

Mesmo não sendo nem “meio intelectual” nem “meio de esquerda”, sou obrigado a concordar que na maioria dos casos é exatamente isso que ocorre, mas há exceções. E uma delas é A Juriti.

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Portella (Bela Vista)

“Se um dia meu coração for consultado para saber se andou errado, será difícil negar”.

Não, meu caro Paulinho da Viola, não é em homenagem à Majestade do Samba. Trata-se, sim, de um boteco bem paulistano, em um dos bairros mais típicos dessa terra dos temporais (ex-garoa). Mas acho que você iria apreciar.
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Bar do Luiz Fernandes (Mandaqui)

Quando eu ouvia falar do Bracarense, no Rio de Janeiro, mas ainda não o conhecia, uma coisa não entrava na minha cabeça: como é que numa cidade que pode ser considerada a capital mundial dos botecos, um bar tão pequeno e simples pode conquistar uma legião de adoradores que se aglomeram diariamente à sua porta, sentados em banquinhos, em suas próprias cadeiras de praia ou mesmo em pé, em uma busca apaixonada por seu chopp e seus petiscos?

A resposta que só eu não conhecia é: tudo ali é muito pessoal e informal, atencioso, com bons preços, deliciosos petiscos e tudo de primeiríssima qualidade.
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