Empório Sagarana II (V.Madalena)

Oi João. Desculpa a demora danada, mas vou retomar aquela prosa que começamos tempos atrás lá no www.lugarzinho.com/emporio-sagarana-vila-romana/, de modo que é já já que a gente vai se pegar a saudadear.

 

0 Porta 1

 

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Joinha (Tatuapé)

Nada é tão divertido quanto buscar o inesperado. Quer dizer, a gente não busca, mas dá chances para que ele apareça quando saímos por aí observando o mundo, sem grandes pretensões, procurando apenas por um dia diferente, sem planos, buscando surpresas.

Foi assim que nos deparamos com o Joinha, o mais inesperado e surpreendente botequim onde aportamos nos últimos tempos.

Placa 1   Continue reading “Joinha (Tatuapé)” »

Bar do Marcelino (Joaquim Egídio)

Eu tenho um amigo “furão”. Sabe esses caras com quem você vive tentando marcar alguma coisa, mas na última hora sempre aparece alguma coisa que o impede de ir? É assim desde que ele se mudou de São Paulo. E não adianta nem tentar marcar na cidade dele, pois ele não poderá estar lá naquele dia. Pois é.

Mas uma coisa eu tenho que admitir: o cara tem bom gosto. E é por isso que, quando recebo suas indicações, acabo seguindo cega e despreocupadamente.

 

Marcelino 1

 

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Mocotó (Vila Medeiros)

– O que você fez ontem?

– Fui ao Mocotó.

Pronto. Tudo o que é preciso informar sobre seu dia já está incluído nesta única frase. E todo o restante já pode ser subentendido.

 

Mocotó 07 - mocotó

 

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Garimpos do Interior (V.Romana)

– Tô cansado de tanta frescura. Não tem onde comer nessa cidade!

– Tá doido, Dito? Essa é a cidade com mais opções de restaurante no Brasil. Se bobear até no mundo. Todo mundo só fala disso. Parece que é por isso que esse povo todo mora aqui…

– Mas não tem comida! O que tem são uns rococózinhos metidos a comida. É um tal de cozinheiro metido a artista transformando a comida numa esculturinha enfeitada com um molho disso, uma pitada daquilo, “toques” de nunseiquê, gotas de nunseiquelá. É lindo de ver, bacana de falar, mas não é pra comer.    

 

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Empório Sagarana I (Vila Romana)

O site da casa descreve com perfeição: “Sagarana é uma pausa. Uma passagem no tempo-espaço. Um portal. Desprenda-se da miríade de compromissos que São Paulo te impõe. Sagarana tem seu próprio tempo e você vai se sentir bem nele. Desencane do medo e do stress da cidade grande. No Sagarana todo mundo é amigo, companheiro, colega, parceiro. Sagarana é um pequeno, quase secreto endereço em São Paulo. Uma esquina sem tempo nem espaço, onde as pessoas podem exercitar o prazer de ser gente de novo”.

Veja bem, meu caro João Guimarães Rosa, e perdoe-me o pastiche: você zarpou dessa sagarana há mais de 40 anos e portanto, seja lá onde você anda, não faz a menor idéia do que seja um site e isso nunca lhe fez a menor falta. “As coisas mudam no devagar depressa dos tempos”, mesmo. Mas o que interessa é que desse tal empório você ia gostar e muito porque, ele sim, estava fazendo uma falta que só.

O danado fica num lugar que para encontrar tem que sair buscando. Ele abre no comecinho da noite, num trecho escuro e quieto da Vila Romana, e a gente passa e vê num relance tão ligeiro, que só depois vê que tinha visto. Vê uma luzinha amarelada e convidativa saindo de uma pequena casinha de esquina e tem a sensação embolada de que aquilo não era para estar ali, mas na paisagem das fazendas e dos vaqueiros das Gerais.

 

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Papo, Pinga e Petisco (Consolação)

O céu é cheio de uivos, latidos e fúria dos cães da praça Roosevelt, avisa o Jarbas Capusso Filho. Mas se você quer conhecer São Paulo, vá correndo pra lá. Chegue à noitinha, levando um pouquinho de dinheiro e muita tranqüilidade. A promessa de uma noite diferente e muito interessante certamente será cumprida.

 

 

 

Se eu escrevesse isso há 10 anos atrás iam querer me internar num hospício. E com razão. A praça Roosevelt era o resumo da degradação da cidade grande, totalmente dominada por trombadinhas, pontos de tráfico, prostituição e muito, muito lixo.

 

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Mercearia São Pedro (Vila Madalena)

Quais são as razões do sucesso de um bar? É difícil explicar. No caso “do” Mercearia, é quase inexplicável. São Paulo tem bares famosos pelo chopp, outros pela comida, outros pelo ambiente, pela simpatia do garçom, pelos preços. Nada disso é muito especial ali. Porém, o conjunto da obra é, sim, especialíssimo. Por isso o bar está sempre cheio. A impressão que dá é que, um a um, bem devagarinho, ao longo de anos a fio, os clientes foram chegando, ficando, tomando uma cerveja, jogando conversa fora, conhecendo os donos e os garçons. E ninguém mais foi embora.

 

Conheço o lugar desde o final dos anos 80, quando morei perto dali e a Marinalva, empregada da Cecília, fazia escala no “bar do ‘seo’ Pedro” qualquer que fosse seu destino, para tomar sua dose diária de “21”, algo entre a cachaça e o removedor, muito útil, segundo ela, “para espantar resfriado e para ficar esperta”.

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Bar dos Cornos (Jaguaré)

O filósofo cearense Marcondes Falcão Maia, mais conhecido como o cantor Falcão, sabe que a besteira é a base da sabedoria e que esse negócio de chifre é coisa que os outros colocam na sua cabeça. Por isso, numa dessas andanças por São Paulo, foi conhecer o Bar dos Cornos, como comprova sua foto orgulhosamente ostentada na parede do folclórico botequim do Jaguaré.

Pois é. Quando a gente pensa que já viu de tudo nessa vida, aparece uma coisa dessas. Na seara dos bares temáticos que assolam esse mundão, este é o único (pelo menos eu quero crer nisso) a homenagear as vítimas das infidelidades amorosas.

 

Bar dos Cornos 5

 

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Portella (Bela Vista)

“Se um dia meu coração for consultado para saber se andou errado, será difícil negar”.

Não, meu caro Paulinho da Viola, não é em homenagem à Majestade do Samba. Trata-se, sim, de um boteco bem paulistano, em um dos bairros mais típicos dessa terra dos temporais (ex-garoa). Mas acho que você iria apreciar.
Portella 1