Veríssimo (Brooklin)

Pouca gente no mundo entende tanto de literatura quanto de comida, de jazz e de lugarzinhos especiais quanto o escritor Luís Fernando Veríssimo. Provavelmente ninguém. Nada mais justo, portanto, que ele seja tema dessa primeira matéria “casada” do Lugarzinho com o Cafeína Literária, estimulante blog da Cristine Tellier, que não por acaso assina o texto sobre “As Comédias da Vida Privada” e deixa sua leitura mais completa, divertida e saborosa.

 

 

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Paulinho Moska

Oi amigos!

São Paulo tem muitos lugarzinhos incríveis, mas eu adoro a Vila Madalena… adoro o clima do lugar e os bares, em especial o Genésio, o Filial e o Genial, do querido Elton Altman.

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Lobão

Alô rapaziada!

Sou um carioca ao extremo que se tornou um autêntico e apaixonado paulistano desde 2008, quando a cidade me acolheu. Gosto muito de Sampa e me sinto muito ativo na cidade. Freqüento bares, padarias, casas de show e todo tipo de lugar, principalmente pelos lados da minha casa, no Sumaré.

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Frangó (Freguesia do Ó)

– Aquilo que é coxinha! – disse o Renato, tentando convencer o resto da turma, já devidamente instalada em um boteco do outro lado da cidade, a fechar a conta, levantar da mesa, entrar no carro e despencar até a Freguesia do Ó.

– Mas nós acabamos de chegar! E dá mais de 10 quilômetros até chegar lá…

– Vocês não entendem porque vocês não conhecem. Cada coxinha vale pelo menos 1 quilômetro… e a pé!

– Senta aí! Semana que vem nós vamos. Já deixamos combinado aqui. No dia de sempre, na hora de sempre, só que lá no tal do Frangão.

– É Frangó, com o ó da Freguesia!

– Tá bom, no Frangóóó.

 

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Chora Menino (Jardim da Saúde)

O Jardim da Saúde é um bairro-jardim, planejado e, desde 2002, tombado. Caracteriza pela grande área verde e por uma curiosa concentração da colônia japonesa.

Por outro lado, nunca se notabilizou por restaurantes, bares e afins – exceção feita ao bar do Luiz Nozoie, talvez o único botequim razoavelmente famoso na cidade cujo dono é japonês.
Mas de uns tempos para cá alguma coisa vem mudando. Um ótimo exemplo disso é o Chora Menino, acolhedor botequim que consegue misturar um pouco do estilo boteco-chique, um invejável cardápio, muitas curiosidades e, ao mesmo tempo, simplicidade.
Chora 5

Benjamim Botequim (Campo Belo)

Alguns lugarzinhos parecem mais “amigos” do que outros. Não se trata de conhecer as pessoas, nem da decoração, nem de pequenos truques para deixar o lugar mais agradável ou aconchegante. É alguma coisa no clima, no jeito, na ginga, que te fazem ter a certeza de que você vai gostar dali mesmo antes de botar os pés lá dentro.

Benjamim 1
O Benjamim é um lugar assim. Você olha de fora e o acha bacana, mas parecidíssimo com centenas de botecos também bacanas que entopem a cidade, mas há algo que atrai, difícil de identificar. Então você se aproxima, escolhe uma mesa, pega o cardápio e começa a observar para tentar decifrar o mistério.

Paribar / Bazar de Discos (Centro)

Parte 1: O Paribar

“Meio dos anos 50. Um clima meio cool, as notas sustenidas do piano de Dick Farney pairavam no ar e sublinhavam a cálida noite paulistana. Encravado num prédio da praça Dom José Gaspar, com um recuo providencial de 4 a 5 metros e uma extensão de uns 25, estava o Paribar, feito de encomenda para os boêmios que gostavam de ficar flanando ao ar livre, mas, ao mesmo tempo, protegidos da chuva, trovoadas e demais intempéries da trepidante Paulicéia”.
É assim que o saudoso Marcos Rey, assíduo freqüentador, descreveu parte do que significava o Paribar, ícone não de uma, mas de muitas gerações. O bar foi símbolo do que era o centro de São Paulo: o que havia de melhor e mais sofisticado no país.
Paribar 2

Tiro Liro (Pompéia)

Tudo que eu queria era um lugar tranquilo, com alma de boteco antigo. Que fosse bom como os melhores bares da cidade, com bom atendimento, chopp de primeira, ótimas porções e um balcão de acepipes de preferência com vários tipos de queijo. Que fosse bonito mas não fosse grande e que ficasse num bairro gostoso, longe da badalação. É pedir demais?

 

Tiro 1

 

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Elídio Bar (Mooca)

A Mooca é o bairro mais bairrista que existe e carrega no sotaque o cantado dos primeiros imigrantes italianos e a ginga de Adoniran. Quem mora lá, antes de ser paulistano, é mooquense. E nunca se muda. No máximo, troca de quarteirão.

Todo mooquense tem um segundo time (o primeiro é o Juventus) e se orgulha até mesmo do gol sofrido pelo moleque travesso, considerado o mais belo da carreira de Pelé.
Elidio 3

Bar do Giba (Moema)

Um raro e genuíno boteco, em meio aos incontáveis bares chiques da região. Uma agradável mistura de bar arrumadinho com mercearia dos séculos passados, cuja estampa ainda aparece nos espelhos próximos ao teto.
Mais do que um bar, uma homenagem à santa trindade brasileira – futebol, samba e cerveja – em um dos bairros mais alemães de São Paulo.

Giba 1