Torto (Santos)

Se eu falasse tudo o que se há para falar sobre o Torto, provavelmente eu seria preso ou assassinado. Certas coisas não se conta por aí. Quem viu, viu e pronto. A noite foi feita para esquecer. E o resto é lenda.

 

 

Não é verdade, por exemplo, que quando Braz Cubas fundou Santos, o Torto já estava lá. Isso é exagero, apesar do grande interesse dos arqueólogos pelas mais diversas espécies de dinossauros encontrados ali dentro, em sua maioria vivos e bem tratados.

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Madame Satã (Bela Vista)

Você acredita em assombração? Acha que uma casa pode guardar as energias de vidas passadas? Que algumas paredes possam ter presenciado tanta vibração que a simples aproximação delas te faça reviver sensações diversas, do medo à euforia? Se quiser tirar a prova, seja bem-vindo ao Madame Satã.

 

Madame 03

 

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Kid Vinil

Oi pessoal do Lugarzinho.

Moro em São Paulo desde meus 4 anos de idade. Nasci no interior, numa cidadezinha chamada Cedral, próxima a São José do Rio Preto. Minha família era muito pobre e fugiu da miséria do interior para tentar a sorte na cidade grande.

Nunca frequentamos restaurantes em São Paulo, fazíamos nossa própria comida em casa. Isso acabou se tornando um hábito meu, o de cozinhar em casa e mui raramente ir a restaurantes.

 

kid 2

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Clock’O (Itaim)

Meus caros drugues, sejam bem-vindos a um méssito muito horrorshow! Deixem o esvuque entrar pelo uco e comandar o plóte. É hora de diversão!

É assim, com esse estranho vocabulário, que Alex DeLarge, personagem central do mitológico Laranja Mecânica, conta sua história. E á assim que, agora, ele os convida a conhecer o Clock’O, apropriado “after hours” paulistano inspirado na obra.

 

Laranja 01

 

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Matrix (Vila Madalena)

“Load up on guns, bring your friends / It’s fun to lose and to pretend / She’s over bored and self assured / oh, no, I know a dirty word”…* O som do Nirvana explode dentro da casa. O público canta junto, aos berros, algo sobre reunir os amigos e se divertir com eles, recusando as outras opções que o mundo tenta lhes impor. Isto é Matrix.

 

 

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Titio Marco Antônio

Olá pessoal do Lugarzinho!

Difícil falar do “meu lugarzinho” em São Paulo porque nunca como em casa, não sei cozinhar, mas quando quero levar alguém a um lugar especial, vou ao La Tartine, um bistrô descolado, cool, de dois andares, com a parte de cima charmosa, onde comemos crepes e outras delicinhas a bons preços.

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Café Piu Piu (Bela Vista)

No final dos anos 80, comecinho dos 90, São Paulo era um tumulto só, com protestos, passeatas, comícios e tudo mais. Eu vinha de um colegial matutino em Santos para uma faculdade noturna na avenida Paulista, no olho do furacão, e não queria perder nada. É claro que se naquela época eu soubesse das coisas que eu sei hoje, tudo teria sido muito mais fácil. Mas quem disse que a vida é fácil?

 

Piu 1

 

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The Burlesque Takeover (Itinerante)

“O escândalo do mundo é o que faz a ofensa. E pecar em silêncio não é pecar totalmente”. (Moliére)

A frase do dramaturgo francês serve como um alerta: daqui por diante, mergulharemos na região do Baixo Augusta, em uma exótica homenagem ao mundo do burlesco e ao que esta “Sin City” pode oferecer de mais fascinante, sem cair na tentação ou em apelações baratas.
TBT 3

Astronete Bar (Consolação)

Era véspera de carnaval e todos estavam felizes. Ninguém fazia parte da multidão que ia passar horas na estrada neste Carnaval. Ninguém estava entre os que gostam de pular com marchinhas e axés nos clubes por aí. E nem entre os que gostam de ficar no sofá vendo desfile na televisão.

Comemoravam! Estavam entre os poucos que podem aproveitar um dos melhores carnavais que existem: o do Astronete, com muito rock, soul, indie, punk, new wave e nenhuma – absolutamente nenhuma – música de Carnaval.

 
Astro 1