Torto (Santos)

Se eu falasse tudo o que se há para falar sobre o Torto, provavelmente eu seria preso ou assassinado. Certas coisas não se conta por aí. Quem viu, viu e pronto. A noite foi feita para esquecer. E o resto é lenda.

 

 

Não é verdade, por exemplo, que quando Braz Cubas fundou Santos, o Torto já estava lá. Isso é exagero, apesar do grande interesse dos arqueólogos pelas mais diversas espécies de dinossauros encontrados ali dentro, em sua maioria vivos e bem tratados.

Continue reading “Torto (Santos)” »

Bodegaia (Santos)

Santos, sempre Santos. Graças à praia nem todo mundo é gordo, porque se dependesse dos botecos, dos restaurantes e dos quiosques, a ilha afundava.

Quem conhece bem a cidade, os lanches dos quiosques, as paellas de alguns restaurantes e as porções da maioria dos bares, sabe do que estamos falando. E o Bodegaia talvez seja a mostra mais generosa disso.

 

Bodegaia 06

 

Continue reading “Bodegaia (Santos)” »

Bar do Toninho (Santos)

De vez em quando dá saudade de Santos. E quando tento matá-la, as primeiras coisas que me vêm à cabeça são a praia, claro, o calor, que só agora voltou para Sampa e, curiosamente, o Bar do Toninho. 

E normalmente vem tudo junto, pois uma das coisas que mais gostava de fazer quando morávamos lá era ir à praia e ficar nela até a hora que a fome deixasse e depois parar para comer no Toninho. Então…

“Ainda bem que eu trouxe até meu guarda-sol. Tenho toda a tarde, tenho a vida inteira…” A música não sai da cabeça. Como não tenho pressa e a fome ainda não é tanta, dá tempo de passar em casa para tomar um banho e aí sim, ir para o bar pronto para passar algumas horas ali, já relaxado, de bermuda e chinelo, tomando cerveja, devorando bolinhos e pastéis, vendo o tranqüilo agito do bairro do Embaré e encontrando os conhecidos que passam o tempo todo para lá e para cá.

 

  Continue reading “Bar do Toninho (Santos)” »

Recanto das Tartarugas (Guarujá)

A única coisa chata de morar em São Paulo é essa saudade danada do mar. O resto a gente aguenta e mesmo com toda correria, toda fobia e toda “pirataria”, a gente vai levando.

Mas a saudade do mar é que mata. Por isso, de vez em quando e sempre que possível, é preciso descer a serra, dar um mergulho numa praia qualquer e depois ficar horas olhando para o mar, vendo o sol refletido nas águas e assistir pacientemente as ondas se quebrarem na praia. É uma questão de recarregar as energias. Terapêutico, sei lá.

 

tartaruga 06

  Continue reading “Recanto das Tartarugas (Guarujá)” »

Viva Vinhos (Santos)

Diz-se que o vinho é o melhor lugar do mundo para se encontrar com os amigos. Isso deve ser uma verdade histórica, pois nos escritos da humanidade não parece haver registro de uma grande festa sem vinho e até mesmo Cristo deu um jeito de fazê-lo da água para que as bodas de Caná prosseguissem devidamente animadas.

O vinho não sai de moda, principalmente porque todo ano tem aquele friozinho e também por causa dos casais, para quem alguns goles do rubro líquido costumam produzir efeitos semelhantes aos das noites de lua cheia.

Continue reading “Viva Vinhos (Santos)” »

Santos – Viagem & Turismo

Tempo bom.

A hora de Santos é agora, com novos hotéis, restaurantes, baladas, mais diversão na orla e prédios no skyline.

 

Postamos a seguir uma cópia da matéria que fiz para a edição nº 200 da revista Viagem & Turismo, nas bancas agora em junho/2012. É uma matéria sobre o crescimento da cidade e traz informações rápidas sobre várias novidades santistas. As fotos são de Andrea D’Amato. Segue a matéria:

Continue reading “Santos – Viagem & Turismo” »

Guadalupe (Santos)

Todo ano, na primeira semana de novembro, eu quero estar no México. Na maioria das outras também, mas esta é especial, por causa do “Dia de los Muertos”. Em qualquer lugar do mundo, esta é uma data especial para homenagearmos os entes queridos que se foram. No México também. A diferença é que lá eles fazem isso com uma festança daquelas!


Guadalupe 2
A data envolve uma mistura de tradições astecas e maias com ritos católicos e celebra uma espécie de comunhão com os mortos.Os festejos começam um dia antes e terminam um dia depois! Os cemitérios são enfeitados com velas e as pessoas sentam-se entre as lápides e “comem com os mortos”. Não faltam pratos típicos, o tradicional “pan de muerto”, as caveiras de chocolate, muita música e, claro, muito tequila. Tudo dando forma à idéia de que devemos “comer, beber e gozar a vida, porque a morte é certa”.

Ao Mirante (São Vicente)

Eu sou do tempo em que os garotos sonhavam em ser como o Menino do Rio e não como o Bill Gates. Todos queriam ser Juba ou Lula, da Armação Ilimitada, ou o saudoso Pepê, campeão de vôo livre, e não um rico banqueiro ou um poderoso político.

A idéia era ter uma casinha na areia e viver a vida sobre as ondas, surfando, voando de asa delta e pilotando por trilhas desconhecidas, bem longe dos shopping centers, da segurança dos condomínios e das parafernálias eletrônicas modernas. O plano era mergulhar no mundo fisicamente e não virtualmente.

 
Ao Mirante 1

Heinz (Santos)

O simples fato de uma bar existir há mais de 50 anos em uma cidade onde a maioria de seus concorrentes abrem e fecham ininterruptamente numa velocidade impressionante deve ter algum significado. E o significado é óbvio: o Heinz é o melhor bar de Santos. Ponto.

Esse tipo de declaração costuma causar polêmica, afinal, todos têm suas predileções, a cidade é grande, tem dezenas de bons bares e restaurantes e cada casa tem sua especialidade. Mas neste caso, não há o que contestar. O Heinz é especial.
Heinz 3

Botecos – Viagem &Turismo (Santos)

 

 



Hoje posto uma cópia da matéria que fiz para a edição de março/2011 da revista Viagem & Turismo, que chegou ontem às bancas. É uma reportagem sobre alguns botecos da cidade de Santos, com textos curtos – ao contrário do que o blog costuma apresentar – mas com muitas informações. Segue a matéria:

 
 


SANTOS
 
Desce mais uma rodada
 
Petiscos caprichados, cerveja trincando e garçom amigo. Os antigos botequins de Santos resistem às baladinhas da moda ao melhor estilo “pé-sujo”. Tradicionais, eles estão dentro e fora do circuito turístico e são um prato (e um copo) cheio para coroar seu passeio pela cidade.
 
POR PEDRO SCHIAVON